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Sexta da Sensualidade: força e virilidade

Voltei!!! 
Eu sumi por uns dias, primeiro por que estava cheio de trabalhos para fazer no mestrado, ai depois fiquei doente e resolvi ficar mais uns dias longe do blog. Mas agora já estou bem, e de volta ao blog. Como não poderia ser diferente a sexta é da sensualidade. Beijos e boa sexta a todos e todas :)


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Falando com Gabi: Na hora de renovar!


Olá gente! Depois de mil anos sem escrever no blog, senti uma vontade incontrolável hoje de postar aqui! Acredito que muitos seguidores e leitores nunca nem tenham lido meus posts e nem me visto por aqui! Vou tentar contribuir mais frequentemente com o blog, até mesmo porque eu adoro esse espaço aqui, além do meu ilustre amigo Frederico, que agora está longe de mim =(
Achei interessante trazer justamente o assunto do dia aqui de casa, inovar na cama. Moramos em três meninas e ai o assunto sexo sempre está presente é claro! E o mais interessante disso são as experiências compartilhadas, afinal a gente não consegue pensar em tudo né! Acho muito legal inovar, testar coisas novas, ousar, surpreender, ajuda muito a manter o tesão em um relacionamento e faz com que a gente se sinta melhor também, mais ousado e até mais atraente! Eu confesso que não tenho muita criatividade, por isso acho legal conhecer outras experiências, pra poder ir testando e renovando a transa!
Infelizmente só vou poder testar a mais nova experiência da minha amiga daqui uns dias,porque meu bofe mora longe =( mas estou loca pra ver se realmente é tão bom como ela disse! Vai a sugestão pra todos os casais, afinal o dia dos namorados tá se aproximando, e pede algo diferenciado e "caliente"! Dei um "nomezinho" é claro "boquetensado", é o sexo oral com um docinho á mais, leite condensado, gente eu não sabia que isso realmente funcionava, segundo minha amiga parece que você ta chupando um picolé docinho porque ele gruda e não perde o gosto! Ai já me veio várias idéias, do tipo escolher a sobremesa preferida e aplicar sobre o corpo e claro no queridinho também né!
Eu ainda to pensando no que vou fazer no dia dos namorados, não que só essa data exija algo diferente, acho importante nos dias banais também inovar, não precisa ser uma super produção, tipo um show de poli-dance, mas detalhes pequenos, coisas acessíveis e práticas já fazem toda a diferença, não que isso seja capaz de deixar um sexo ruim maravilhoso, mas pode com sutileza tirar o sexo da rotina cansativa!
Espero que vocês sejam mais criativos que eu na cama! hahahaha
Beijos
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Por que a Marcha é das Vadias

Depois do post sobre a marcha das vadias ter gerado alguns questionamentos sobre a utilização da palavra vadia e uma certa discussão em torno disso, resolvi trazer para hoje a resposta de uma das participantes do evento daqui de Floripa.
Não consigo entender porque o nome Vadia/Vagabunda causa tanto constrangimento. Não era o termo gay também um xingamento que buscava depreciar as pessoas? E este foi ressignificado e reconstruído como uma identidade de luta pelo próprio movimento, hoje, Gay? É isso que está sendo feito atualmente com o termo Vadia/Vagabunda que é geralmente usado como um xingamento/depreciação aquelas mulheres que decidem sobre seus corpos e não os utilizam da forma como é esperado delas na sociedade patriarcal. É por isso que se ser livre é ser vadias somos todas Vadias. Incluso essa sapatão que vos escreve! (Gabriela)
E junto disso trouxe também essa foto de divulgação do evento em São Paulo. Essa imagem diz tudo.

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Meu tempo não parou: amor em tempos de Aids


Dieison Marconi

Um ex ativista gay, dois empresários de casas noturnas, duas travestis e uma mulher. Seis histórias com muitos pontos em comum: a cena e o comportamento gay em Porto Alegre durante as décadas de 70, 80 e 90. A pegação, as casas noturnas, as amizades, o sexo, o preconceito, a chegada da AIDS, um tempo que ainda não parou. Meu tempo não parou: amor em tempo de Aids é daqueles documentários que você senta pra ver e acaba sendo conduzindo a uma narrativa que oscila entre a ratificação de que não se deve envergonhar de suas verdadeiras cores e ao mesmo tempo, como pessoas sem medo de viver o que eram, foram marginalizadas e mortas pela desinformação, pelo preconceito e pelo HIV.  

Hoje,  17 de maio, o Dia Internacional da Luta contra a Homofobia é lembrado como o marco em que a Organização Mundial, em 1990, retirou o termo “homossexualismo” da Classificação Internacional de Doenças (CID), reconhecendo que “a homossexualidade é um estado mental tão saudável quanto a heterossexualidade”.  Meu tempo não parou se localiza justamente pouco antes desse avanço, especificamente em Porto Alegre. Marcely Malta, Dilnei Messias, Dheyser Veiga, Veruska, Bento Rocha, Edna Keitel e Gerson Winkler são as personagens desta história. Por vezes, as entrevistas intercaladas uma a outra podem tornar-se cansativas, no entanto, o enquadramento do filme (em grande maioria closes e primeiro plano), evidenciam um emocional, um íntimo dos entrevistados que vão desde as locações que se deram em lugares afetivos para os personagens-sociais, como por exemplo, o Parque da Redenção, a casa noturna Flowers, o teatro, suas próprias casas, bem como as palavras e as histórias do que cada um  fez, viu e sentiu durante algumas décadas coloridas e arrasadas.

Entre os entrevistados no documentário, surge uma foto da época que ganha status de personagem. Nela há a visão mais fiel  do vírus do HIV como uma praga gay:  um homossexual  vitimado pela AIDS é carregado em uma maca por um grupo de médicos que portam máscaras, luvas, botas, capas e outras formas de proteção. Pânico e desinformação geral. Como funcionavam as casas gays em Porto Alegre? Como estas sobreviviam ao conservadorismo e ao período ditatorial? Como sair na rua como travesti na época? Onde e como transar com seu parceir@? Como era ver seus amigos de livre e espontânea vontade se sujeitando a métodos médicos que prometiam a cura da homossexualidade? Como era ver amigos e familiares morrendo devido a AIDS sem saber realmente, o que isso era, mas que mesmo assim, dizia-se (revista Veja na Época) que era uma praga gay?  
Tudo se embaraça como lembrança e reflexão em um documentário que dura pouco mais de meia hora, mas que nos mostra, que apesar de todos os problemas que gays, lésbicas, travestis, transformistas, transexuais e todas as facetas da diversidade sexual humana ainda enfrentam, evoluímos muito.  É fato que ainda há muito por mudar, mas evoluímos. O que parece ser realmente o mesmo daquela época para agora, é  que vivenciar sua própria sexualidade marginalizada, é felicidade enobrecida.    

Fica a sugestão pra quem se interessou: Meu tempo não parou- Direção Sílvio Barbizan e  Jair Giacomini- (Nuances-2008)

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Marcha das Vadias em Floripa


 No dia 26 de maio vai acontecer a marcha das vadias aqui em Florianópolis, um movimento mundial que busca o fim das desigualdades sexuais e o direito da mulher ter autonomia sobre o seu corpo sem ser julgada pela nossa sociedade hipócrita e altamente machista. E o Para Lady's solidário aos movimentos feministas, estará presente nessa manifestação. Aproveito também para convidar os leitores daqui de Floripa para participarem, e também os leitores de outros estados participarem em suas respectivas cidades, já que essa marcha vai acontecer em diversas cidades brasileiras no mesmo dia (para saber mais clica Aqui). Segue abaixo o texto de divulgação da marcha.
Quando alguém sofre uma agressão de qualquer tipo, quem é o responsável? A resposta parece óbvia, o agressor! Nem sempre é assim que as coisas funcionam no caso de violência contra a mulher. Embora seja garantido a ela o direito de denúncia e proteção, na prática o que costuma acontecer é que a vítima é julgada como sendo responsável de alguma maneira pela violência. Violência não é só violência física, é também psicológica, simbólica e patrimonial. Quando uma mulher é obrigada a escutar comentários de péssimo gosto, que tem relação com seu corpo e a forma como ela está vestida, isso também é violência. 
Quando se trata de abuso sexual, é comum ouvirmos que “a mulher facilitou”, andou em lugares perigosos, vestiu-se de maneira inapropriada, ou até mesmo “não se deu ao respeito”. Esse tipo de atitude acaba por impedir a mulher de procurar ajuda, afinal, ela mesma pode se sentir culpada uma vez que vive numa sociedade que mantém pensamentos como esse. Lugar de mulher é em qualquer lugar, em qualquer horário e com a roupa que ela quiser! A marcha das vadias é um movimento de abrangência mundial que visa eliminar, ou ao menos questionar essa lógica machista e bastante perigosa. Ora, se um homem é vítima de agressão, ninguém o responsabiliza de forma alguma e nem deveria. O que nosso movimento quer defender é que uma mulher também deve poder ser livre para se vestir e se comportar como bem entender, tendo total autonomia sobre o seu corpo e que nada nem ninguém pode nele intervir sem sua autorização. Por fim, trata-se de uma marcha pela liberdade e igualdade de gêneros, de um movimento feminista. E feminismo é a ideia radical de que mulher também é gente!
 Marcha das Vagabundas Florianópolis - Dia 26 de maio de 2012
Concentração às 10h na Catedral Metropolitana (centro)
Contato e informações: marchadasvagabundasfloripa@gmail.com
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Turbulência no cinema: Bette Davis X Joan Crawford

Dieison Marconi

Uma foi a personificação da maldade nas telas do cinema, tinha um par de olhos esbugalhados, dona de um olhar blasé e melancólico que se tornou música na voz de Kim Carnes. Foi também uma mulher com um temperamento difícil ao extremo. A outra, de uma beleza exuberante, foi a mocinha nas telas e segundo as más línguas e rumores da imprensa da época, a personificação da maldade na vida real. Ambas divas do cinema norte americano nas décadas de 50 e 60, se odiavam de maneira recíproca e  fizeram um único filme juntas O que terá acontecido com Baby Jane?

Bette Davis- (Foto divulgação)
Falo de Bette Davis e Joan Crawford. Bette ficou conhecida por suas atuações invejáveis interpretando personagens malvadas, em que o lado negativo destas, chega a ser belo e vibrante ao ver o que foi essa mulher em cena. Vencedora do Oscar de Melhor atriz pelos filmes Dangerous e Jezebel e dona do maior número indicações ao Oscar na época (cinco vezes consecutivamente), Davis também foi premiada como melhor atriz no Festival de Cannes pelo seu filme All About Eva (Tudo sobre Eva, 1950) e que aqui no Brasil recebeu uma das piores traduções: a Malvada. Bette é considerada a segunda maior lenda feminina do cinema pelo American Film Institute, perdendo apenas para Katherine Hepburn.  Entre as homenagens que já recebeu, está  o filme Tudo sobre minha Mãe, 1999, de Almodóvar, onde algumas das falas como as da personagem Huma Rojo (Mariza Paredes)  fazem referência ao trabalho de Bette como atriz:
Comecei a fumar por causa da Bette Davis. Aos 18 anos fumava como uma chaminé. (Huma Rojo, em tudo sobre Minha mãe.) 
Sempre dependi da bondade de estranhos. ( Huma Rojo repetindo a frase de Bette como Margot, em Tudo sobre Eva.)
 No inicio de Tudo sobre minha mãe de Almodóvar (a semelhança dos títulos não é mera coincidência) a personagem principal discute com o filho sobre a tradução mal feita do título do filme em que Bette Davis atua (Tudo sobre Eva para a Malvada) o que contribuiu para aumentar a imagem de Bette como uma mulher malvada e insuportável, justamente em um filme que ela era a vitima. Tudo sobre Eva ou a Malvada é um dos filmes mais premiados do cinema hollywoodiano, com um roteiro, diálogos, cenas e personagens inteligentes, nada do ostracismo que as vezes vemos nos atuais filmes norte-americanos.  
Para sentir um pouco do gênio, temperamento e humor de Bette Davis, aí vão algumas de suas frases mais famosas, proferidas tanto por suas personagens como por ela mesma. Primeiro a  frase original, depois a tradução.
“Yes, I killed him, and I’m glad, I tell you. Glad, glad, glad”.

“Sim, eu matei ele, e estou contente. Digo-lhe, contente, contente, contente ( No filme a Carta)



“Sobre Joan: “She has slept with every male star at MGM except Lassie.”

Ela já dormiu com todos os astros da MGM, exceto Lassie.


“Why am I so good at playing bitches? I think it’s because I’m not a bitch. Maybe that’s why Miss Crawford always play ladies.

”Porque sou tão boa interpretando vilãs? Deve ser porque não sou uma vilã. Talvez   por isso a Sra Crawoford sempre interpreta mocinhas. “

"Gary was a macho man, but none of my husbands was macho enough to become mr. Bette Davis."

"Gary era um macho man, mas nenhum de meus maridos foi macho suficiente para se tornar o Sra Bette Davis."



"Never say bad things about someone who is dead. Only good things. Joan Crawford is dead. Great!" "Just because someone is dead who became a better person!"

"Nunca se deve falar coisas ruins sobre alguém que está morto. Apenas coisas boas. Joan Crawford está morta. Ótimo!" "Não é porque alguém está morto que se tornou uma pessoa melhor!" (quando sua Joan morreu em 1977)

Joan Crawford and I have never been warm friends. We have never been nice. I admire her and at the same time, I'm uncomfortable with it. To me, she is the personification of a movie star. I always had the impression that Crawford was his best performance playing Crawford. "
"Joan Crawford e eu nunca fomos amigas calorosas. Nunca fomos simpáticas. Eu a admiro e, ao mesmo tempo, sinto-me desconfortável com ela. Para mim, ela é a personificação de uma estrela de cinema. Eu sempre tive a impressão de que sua melhor performance era Crawford interpretando Crawford.

"I would not piss on it or if it was on fire." "Eu não mijaria nela nem se ela estivesse em chamas."
"Fasten your seatbelts, it's going to be a bumpy night!”
Apertem os cintos, hoje a noite será turbulenta ( Como Margot, em Tudo sobre Eva)
Joan Crawford (Foto Divulgação)


Mas Joan Crawford também não era fácil. Indicada três vezes ao Oscar de melhor atriz, em 1945 por Almas em Suplício, em 1947 por Fogueira de Paixões e em 1952 por Precipícios D'Alma. Venceu em 1945 e participou de outros filmes de sucesso como Johnny Guitar e O Que Terá Acontecido a Baby Jane? Ao contrário de Bette, Joan interpretava personagens boas, mocinhas e vitimas, quando na realidade boatos sobre a permissividade com seus filhos eram assustadores. A atriz que hoje ocupa a décima posição das maiores lendas femininas do cinema, segundo a própria filha, violentava seus quatro filhos adotivos. No seu testamento, escrito pouco tempo antes de sua morte, Crawford deserdou os seus dois filhos mais velhos, Christina e Christopher, legando uma parcela mínima da sua fortuna aos outros dois. Após sua morte, sua filha mais velha Christina Crawford, publicou o livro Mommie Dearest (Mamãezinha Querida), um livro autobiográfico best-seller no qual descreve Joan como péssima e abusiva mãe. Segundo Christina, a mãe era alcólatra e não tinha nenhum afeto pelos filhos, que teria adotado apenas para fins publicitários. O livro, bastante polêmico, foi levado às telas com Faye Dunaway no papel de Crawford.
Bette e Joan-O que terá acontecido com Baby Jane? (foto divulgação)


A rivalidade entre Bette e Joan não era marketing como acontecia com as cantoras na era de ouro do rádio brasileiro. Odiavam-se de forma recíproca. Ambas entraram para o cinema na mesma época. Antes deste, Davis era atriz de teatro e Joan, linda e exuberante, era dançarina de strip-tease. Durante as gravações de O que terá acontecido com Baby Jane? (Unico filme em que trabalharam juntas) Bette fazia questão de ter consigo no estúdio, uma garrafa da Coca-cola, justamente para afrontar Joan que era viúva do maior acionista da Pepsi.  Em cena, era um duelo de atuação. Bette é impecável atuado com uma mulher velha, resignada e  neurótica que tortura diariamente sua irmã cadeirante que é uma ex atriz de grande sucesso, interpretada por Joan.  Durante o filme, perguntas ficam ao ar do inicio ao fim:  quem   realmente é a irmã perversa?  De quem é a culpa da personagem de Joan ser paraplégica? O que aconteceu com Baby Jane? O filme, que é todo em preto e branco, contribui para o suspense e para o terror de algumas de cenas. Acima de tudo, os diálogos, a produção, o enredo atuação de Bette e Joan são é impecáveis. Ódio na frente e atrás das câmeras.
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